prisao

Viver a liberdade proposta por Cristo talvez seja um dos maiores desafios do evangelho.

É desafio pois propõe uma vida livre de qualquer tipo de prisão, seja ela emocional, espiritual e/ou existencial.

E venhamos e convenhamos, vivemos num mundo que vive o oposto disso. Se olharmos para o lado, não teremos dificuldades para vermos pessoas presas nos padrões de status e comportamento imposto pelo capitalismo. São pessoas que foram ensinadas que ter sucesso na vida é ter bens materiais e expô-los como prova disso. Foram ensinadas que sua vida se resume em ganhar dinheiro para ter como comprar coisas e pagar contas, fazendo desse círculo nocivo a razão do seu existir. Não é à toa que algumas pessoas que passam por crises financeiras cometem suicídio. De fato, para quem vive com “valores” assim, não poder mantê-los, é desesperador.

Não precisamos ir muito longe para vermos pessoas que vivem verdadeiros infernos na sua vida emocional. Estão presas em traumas do passado, em frustrações na vida afetiva, em relacionamentos que as roubam de si mesmo, feridas interiores que não têm a oportunidades de serem saradas devido à grande quantidade de prazeres paliativos que nossa sociedade nos oferece, de maneira tão barata, na maioria das vezes. Não falta prazeres fast food para anestesiar nossas dores. Drogas, bebidas, sexo fácil, dinheiro, relações superficiais que nos trazem a aparente sensação que estamos de fato nos relacionando, e por fim, um estilo de vida que não nos incentiva a uma vida contemplativa. Contemplar a vida, é dispor pretensiosamente de tempo para a reflexão, meditação, oração, amizade e afetos verdadeiros. Contemplar é ver beleza na simplicidade e no ócio.

E por fim, mas não menos importante quanto as demais, temos as prisões que estamos sujeitos na nossa espiritualidade. Longe de mim generalizar, mas já perdemos a conta da quantidade de igrejas e religiões que fazem totalmente o oposto do que Jesus propôs. São propostas de vida feitas por elas que ao invés de potencializar nossa liberdade, apenas trocam uma prisão pela outra. Muitas delas nos incentivam a ser livres de vícios, atos prejudiciais a nossa vida, mas que por outro lado, nos impõe uma quantidade de regras comportamentais que extrapolam o bom senso de qualquer um. Regras que eles mesmos não conseguem cumprir de fato. Sem falar neste turbilhão de igrejas que estão interessadas apenas em explorar financeiramente seus fiéis. Em relação a estas que citei por último, prefiro nem gastar o meu tempo falando delas pois me embrulham o estômago.

Após tudo que foi dito, a minha pergunta é:

Quais destes cativeiros você e eu estamos presos? Pergunta difícil esta, pois nos faz repensar nossa vida e nos impulsiona a sair da zona de conforto, que de confortável não tem nada.

Lembre-se de algo muito importante:

Não importa se sua gaiola é de ouro. Você ainda continua preso dentro dela.

A boa nova é que ainda há solução para mim e para você, e esta solução está numa pessoa chamada Jesus Cristo. É Cristo que nos salva, é Cristo que nos resgata e foi para a liberdade que Cristo nos libertou.

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