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Nomofóbicos são pessoas que sofrem da síndrome causada pela falta de celular ou Smartphone, mais conhecida como Nomofobia.

O perfil de quem sofre deste mal, confesso, é de dar pena. Estão o tempo todo de cabeça baixa mexendo no aparelho, sentem uma necessidade ENORME de postar fotos, onde estão, como estão se sentindo, o que estão fazendo e o mais preocupante de todos, querendo a qualquer custo expor que possuem uma vida feliz. Se não recebem curtidas e comentários, ficam extremamente frustradas. Vivem num mundo virtual e esquecem de viver o mundo real.

Um dos maiores perigos desta doença é o comprometimento de sua vida social. Estão “próximos” de pessoas distantes e distante de pessoas próximas. Estão rodeados de pessoas, mas estão ao mesmo tempo sozinhos. Já não sabem mais vivenciar a troca de olhar que qualquer relação de amizade e amor requer como prova de cumplicidade e intimidade. Sentem-se extremamente confortáveis em conhecer alguém pelos aplicativos de bate-papo, afinal, é mais fácil se mostrar para o outro como fruto de suas idealizações próprias, do que se mostrar de maneira real e verdadeira.

Até quando vocês não perceberão que os “emotions” nunca irão substituir a sua expressão facial? Não sentem falta da conversa frente a frente? Será que não perceberam que estão praticamente incapazes de conseguir manter um diálogo mais profundo “face to face” com alguém por um período superior a 15 minutos? Será que também não percebem que limitar o diálogo apenas nos aplicativos os emburrecem? Não perceberam ainda que quem os controlam é o Smartphone e não o inverso?

Enfim, há um tempo atrás, estava me tornando um prisioneiro do meu celular. Ainda bem que acordei a tempo. Hoje uso o what’s app apenas para fins profissionais ou para assuntos rápidos. Minhas redes sociais, uso com o objetivo principal de agregar conhecimento através de minhas postagens, despertando um olhar crítico para determinados assuntos e para divulgação do meu blog.

Se você está nessa situação, ainda há tempo para reverter, pois do contrário, afirmo sem medo que o futuro de vocês é preocupante. E digo mais, quando este futuro chegar eu não estarei convosco, pois graças a Deus, ainda tenho um punhado de poucos amigos que não estão acometidos desta enfermidade, pelo menos ainda não.

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